“Do que eu falo quando falo de corrida” – Haruki Murakami

Seguindo a sessão de literatura com publicação de trechos dos livros que li no ano.

O segundo livro do ano foi um relato de um romancista japonês que também é corredor. Eu gosto de correr e de escrever, achei que seria muito interessante, mas acabei não gostando muito, porque ele foca muito em como se sente durante a corrida, o que come, o que vê, o que sente no seu corpo. Quase não fala de escrever romances. Acabei achando repetitivo, plano, prefiro livros menos “relatuais”.

Uma estrelinha para o meu ranking de cinco.

De qualquer forma, escolhi o trecho abaixo do livro “Do que eu falo quando falo de Corrida” – Haruki Murakami (Editora Alfaguara, página 26):

“Sou o tipo de sujeito que precisa vivenciar algo fisicamente, tocar de fato em algo, para adquirir uma percepção clara da coisa. Seja lá o que for, a menos que eu veja com meus próprios olhos, não vou ficar convencido. Sou uma pessoa do tipo físico, não intelectual. Claro que sou dotado de inteligência, em certa medida – ao menos acho que sou. Se não tivesse nenhuma não poderia escrever romances. Mas não sou desses que funcionam puramente na base da teoria ou da lógica, tampouco alguém que deriva da especulação intelectual. Somente quando recebo efetivamente um fardo físico e meus músculos começam a gemer (e às vezes gritar) é que a agulha do meu compreensiômetro dá um pulo e sou enfim capaz de captar alguma coisa.”

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